Avançar para o conteúdo principal
De cada vez que me vou, deixando para trás o meu coração contigo, é cada vez mais difícil controlar este mar dentro dos meus olhos. Choro por dentro à medida que vejo a terra se afastar, neste compasso que nos separa, que me separa de um sítio a que agora posso chamar de casa. Na minha cabeça há alguma confusão, se por um lado perco raízes, por outro as vou ganhando... O meu coração as vai ganhando junto do teu coração, não importa em que sítio do mundo possa ser. No final das contas, o lugar que posso chamar de casa, é onde me faças feliz.
Agora, a cada vez que te deixo, a cada regresso à minha realidade, sinto-me uma estranha. Sou uma turista passeando pela vida que sempre levei, mas que agora já não me pertence, ou pelo menos eu sinto que está deixando de me pertencer.
As asas que me fizeste ganhar, anseiam por me fazer voar mais alto... por me levar até ti.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

 Há dias assim! Há dias em que o frio de lá de fora, nos invade por dentro.  Não morremos para a vida, só precisamos de calor para nos despertar. Porque há dias assim... Há dias em que nos permitimos não estar sempre bem. E está tudo bem. 

Introspecção

Às vezes temos dias assim. Frios. Apagados. Onde o ar que nos entra nos pulmões não é o suficiente para nos dar vida. Às vezes o coração ainda nos bate no peito, mas a vida que vivemos está morta. Já morreu há muito. E os dias passam-nos à frente dos olhos. Vazios. Desligados do ser que um dia fomos. E às vezes esquecemo-nos de como é dar uma gargalhada… Uma gargalhada. Das primeiras coisas que o ser humano aprende na infância. Coisas que deveriam ser proibidas esquecer. Mas que esquecemos. E nos dias sem gargalhadas, sem vida, o peso que sentimos no peito é tanto, que nos rouba as forças do corpo inteiro. E o peso torna-se tão incómodo que até caminhar parece a mais árdua das tarefas. Arrastamos o corpo pelos dias que passam sem vida, com vontade de já nem sair de casa para viver. Com vontade de permanecer na cama. No sossego. Ignorando que a vida passa lá fora. Ignorando que há vida lá fora... Ignorando que há vida cá dentro. E há tanta gente lá fora. E há tanta gente que não no...
Q uantas vezes dou por mim a questionar a minha sanidade mental!? Já perdi a conta. A verdade é que neste mundo em que estou, não me sinto normal. A verdade é que neste mundo em que estamos, há mais gente rebentada emocionalmente e que se julga normal, do que gente que se sente como eu e tem consciência disso.  Ultimamente ando perdida... quer dizer, acho que não foi só ultimamente. Acho que ao longo de toda a minha existência tive fases assim. Andei sempre numa montanha russa de emoções sem mapa que me indicasse o caminho certo. E esta merda desgasta-me!  Nestes últimos meses sinto que envelheci uma tonelada de anos! Como é que é possível? Não sei responder a isso. Nem a isso, nem a tantas outras questões que se colocam dentro do meu cérebro manhoso. Bolas, eu estou a envelhecer, mais psicologicamente do que fisicamente, mas estou. É a carga que carrego que faz tudo isso sobressair.  E essa carga (daquelas que ninguém vê, mas que está lá) é a que me tira o sono à noi...