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Minha Libertação

Às vezes sinto que me invade o vazio. Parece que já a nada pertenço. Tenho tudo, mas ao mesmo tempo não tenho nada.
Sou como uma folha de Outono. Desprendi-me da árvore e agora só me resta andar ao sabor do vento. Vou a todo o lado, mas não tenho destino algum. Todos os caminhos me pertencem, mas nenhum me leva na direção desejada... Nem eu sei qual é a direção desejada.
Toda a vida me senti assim, errante. Desenquadrada. Faço parte de uma pintura à qual eu não pertenço.
Quero me libertar. Quero sentir nas veias, correr o meu sangue quente. Quero ter vida!
Mas eu tenho vida. Uma vida extenuante. Uma vida sem objetivos. Uma vida cujos episódios vou vivendo em piloto automático. Mas eu quero mais!
Estou sedenta por viver uma Vida. Por ter vontade de lutar, de buscar algo melhor. Por viver a sério, como as pessoas felizes fazem.
Estou sedenta de libertação. Mas não é uma libertação qualquer. É uma libertação que vai mais além do que aquela que atinjo no meio destas palavras soltas ao vento.
É como se eu precisasse subir ao pico mais alto, abrir os meus braços e depois gritar. E que o meu grito extravasasse tudo o que tenho preso cá dentro. E que apenas isso fosse suficiente para mudar toda a minha existência.
Um libertar de emoções. Um libertar de energias negativas. Um libertar-me das pessoas tóxicas à minha volta. O caminho para ser feliz...

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