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É tão depressa noite neste bairro,
Onde se estende a luz da lua corriqueira
E os prédios antigos vão morrendo,
Aos olhos do mundo em vil cegueira.

E descendo a calçada antiga,
Ouço, sob a luz da noite morta,
Ecos de uma velha cantiga,
Fados de uma tristeza qualquer
Memórias de um tempo ido,
Saídos da voz de uma mulher.

Por momentos consigo recordar
Os tempos de outrora que ali havia
Os sons, os cheiros, os passos...
O calor que se sentia.

Agora vivemos no esquecimento eterno
Onde não mais se lembram de voltar.
A saudade e o vazio do inverno
Aos poucos começam a imperar.




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